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Se você busca se planejar financeiramente para o longo prazo, vai encontrar aqui várias dicas para se organizar e promover uma boa qualidade de vida hoje e em seu futuro.


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O perfil dos indivíduos na visão financeira de longo prazo

A enorme diversidade de perfis individuais existentes é essencial para garantir o dinamismo da economia de consumo (considerando a propensão ao gasto) e a formação de reserva de capitais (considerando a propensão ao investimento). Nesse aspecto, a avaliação do perfil individual nesse largo espectro de comportamentos torna-se relevante.

Podemos encontrar uma infinidade de perfis diferentes no universo existente de pessoas
Como experiência pessoal, costumo fazer um contraste de meu perfil pessoal, focado em metas de longo prazo, resistente a gastos desnecessários e preocupado com a eficiência econômico-financeira do meu núcleo familiar, com o de alguns conhecidos que, possuindo um perfil mais carpe diem, estão focados em curtir muito bem a vida, sem se preocupar tanto com o futuro e, muitos, aproveitando que os pais os apoiam financeiramente nessa jornada.

Não é uma questão do que é certo ou errado: existem os prós e contras de cada escolha, afinal, tudo é uma aposta: se eu morrer no meio do caminho antes de alcançar minhas metas de plena independência financeira... bom, me ferrei. Como falam, abri mão dos "melhores anos da minha vida" por nada. Por outro lado, se tudo der certo e eu viver 125 anos, certamente o futuro será muito menos sofrido do que no caso daqueles que dependem da subsistência provida pelo labor para manter seus hábitos de consumo, ainda mais devido ao costume dos gastos reduzidos e constante busca de maximizar a utilidade dos bens adquiridos. Isso viabiliza uma maior disponibilidade para cuidar de projetos pessoais, independente do âmbito ao qual pertencem.

Saindo da esfera do indivíduo e avaliando a esfera social, em uma visão pragmática, pode-se dizer que a riqueza, na sociedade, possui um caráter histórico, sendo altamente correlacionado com a riqueza acumulada por certos nichos da sociedade. Alguns estudos mostram que, especialmente em sociedades mais tradicionais/patriarcais, a riqueza permanece com os mesmos donos por gerações (a exemplo, as famílias mais ricas de Florença são as mesmas há quase 600 anos).

Quando avaliamos esse aspecto em uma lógica econômica pouco distributiva e focada em tributos sobre o consumo e não sobre a riqueza, a regra para os indivíduos é que, salvo a meritocracia promovida pela lógica do capital (que, logicamente, possui infindáveis falhas em seu núcleo conceitual), a mobilidade social quase inexiste. Na fuga dessa regra, torna-se necessário fundamentar a busca pela riqueza em alguns alternativas:
  1. O desenvolvimento de conhecimentos e habilidades de relevância social, que promove um maior potencial de retorno financeiro pela aplicação dessas competências nas mais diferentes instituições;
  2. A gestão eficiente de renda e patrimônio, que viabiliza a formação de riqueza e a educação dos hábitos de consumo, primando por aquilo que é mais útil ou necessário;
  3. E o aproveitamento de oportunidades vinculadas a maiores rendimentos financeiros, relacionado ao empreendedorismo mas, também, à corrupção, elementos que consideram a relação risco vs. retorno e aspectos culturais, possuindo características peculiares no âmbito do Brasil.
As alternativas não são excludentes e altamente relacionadas ao perfil do indivíduo. A exemplo, a primeira alternativa tende a ser interessante para aquelas pessoas com menor propensão ao risco, sendo mais comum em uma relação de emprego mas também presente na óptica do empreendedor mais conservador. A segunda alternativa já tende a ser mais interessante para aquelas pessoas com menor propensão ao consumo que, através de planejamento e disciplina, conseguem se estruturar financeiramente. Já a terceira tende a ser de maior interesse para indivíduos com maior propensão ao risco, que investem seus esforços nas mais diferentes oportunidades, visando maiores ganhos.

Mesmo sendo caminhos não necessariamente exclusivos, é necessária uma avaliação de qual alternativa é a mais interessante para ser trilhada por cada um, considerando seus diferentes requisitos: enquanto a primeira demanda esforços de capacitação e aprimoramento pessoal, a segunda demanda esforços de planejamento e educação financeira e, a terceira, demanda significativo comportamento empreendedor. Pensando nisso, qual dessas combina mais com você?
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